Campos de Auroraviva
Radiantia · Perigo 3/10
No capim dourado de Auroraviva, onde só o sibilo denuncia quem está ali.
A cobra que o capim esconde: paciente, silenciosa e sempre no exato lugar onde o pé vai pisar.

Escamas cor de palha seca que somem entre folha, pedra e terra, e uma língua fina que prova o ar antes de qualquer movimento. Só o sibilo, curto como um riscar de pano, e o brilho do olho entregam onde ela está.
A cobra que o capim esconde: paciente, silenciosa e sempre no exato lugar onde o pé vai pisar.
Cobra não morde por maldade, meus caros: morde porque alguém pisou onde ela dormia, e passa o resto do dia na dúvida se errou. Colhedores e pastores aprendem cedo a olhar o chão antes do horizonte; os que demoram a aprender costumam ensinar aos outros do pior jeito. Ela, ao menos, troca de pele a cada estação e deixa o erro velho para trás, coisa que muita gente nunca aprendeu.
Em qualquer região que tenha um local deste tipo.