imagem 1 de 3
imagem 2 de 3
imagem 3 de 3

Sobre a Divindade

Deus da Magia e da Tecnologia, o Tecelão do Saber. Runathar é uma fusão impossível de homem, máquina e estrelas — seus olhos brilham como constelações vivas em eterno movimento, como se estivessem constantemente resolvendo equações do destino. Ele não fala com palavras comuns: comunica-se com ideias que se formam diretamente na mente de quem o encontra. Para seus seguidores, toda descoberta é uma oração e cada invenção uma oferenda. Um culto aqui começa quando alguém grita "Eureca!" no meio da noite. Runathar é um farol: poderoso, brilhante, luminoso — mas perigoso para quem voa perto demais. Pois ele já olhou além do véu que não deveria ser atravessado, e algo olhou de volta.

História e Mitos

Runathar nasceu no exato momento em que o primeiro feitiço tocou o tecido do mundo — um estalo cósmico que virou consciência. Dessa faísca primordial surgiu o Tecelão do Saber, e com ele nasceu Arcanópolis: cidade aninhada entre as Montanhas Arcantinas, num vale onde o solo sussurra fórmulas mágicas para quem souber ouvir. Por eras, Arcanópolis cresceu como tocha de sabedoria em meio à escuridão — atraindo elfos lunares, anões das Cavernas Brilhantes, draconatos de hálitos elementais e humanos encantadores de todas as partes de Juplutera. Mas o desejo insaciável por conhecimento alimentado por Runathar virou fome. Fome de poder, de controle, de mais e mais energia mágica. Quando as Montanhas Arcantinas começaram a secar por dentro, Arcanópolis olhou para fora de suas fronteiras. A extração forçada de magia das florestas sagradas de Verdântia resultou na Guerra das Folhas Ardentes — conflito que deixou uma cicatriz de rancor que gerações não conseguiram apagar. Mas o episódio mais sombrio veio durante a Era do Crepúsculo: os arcanopolitanos mergulharam em rituais proibidos tentando entender, dominar e talvez até usar a essência do Vazio. Alguns dizem que esses rituais salvaram vidas. Outros afirmam que abriram portas que jamais deveriam ter sido tocadas — e que o Vazio ainda sussurra nos salões mais profundos sob a cidade. Hoje, o Concílio do Véu Astral — magos tão antigos que alguns não são mais vivos, apenas consciências flutuando em mantos mágicos — governa Arcanópolis em nome de Runathar, compartilhando o saber com uma mão e escondendo segredos com a outra. Em Arcanópolis, o perigo não está nas sombras: está nas ideias ousadas demais para serem ditas em voz alta.