
Aranha
insectoide
16 PV
Lv.4
A Torre dos Ventos fica na terceira das Ilhas Veladas — uma ilha quase inteiramente ocupada pela própria torre. A estrutura é alta o suficiente para ser visível de trinta quilômetros de distância em dia claro, feita de uma pedra de cor cinza-rosada que não existe em nenhum outro lugar do arquipélago. Não há escadas externas visíveis, portas ao nível do chão ou janelas nos primeiros dez andares — a entrada, se existe, não é óbvia. A partir do décimo-segundo andar aproximadamente, janelas com postigos de madeira escura se abrem em espiral ao redor da torre, e às vezes se vê movimento atrás delas. O vento ao redor da torre é sempre mais forte do que o vento geral da região, mesmo em dias calmos — como se a torre criasse seu próprio clima local. Ao topo, que termina em uma plataforma aberta, há sempre pelo menos uma figura parada de frente para o mar. A guardiã. Ela usa vestes que o vento não arranha — ou talvez o vento simplesmente não toque nela. De longe é impossível determinar idade ou raça. De perto, dizem os poucos que chegaram até o topo, os olhos dela são da cor exata do oceano num dia nublado: nem azul nem cinza, mas os dois ao mesmo tempo, e fundos demais para conforto.

A Torre dos Ventos fica na terceira das Ilhas Veladas — uma ilha quase inteiramente ocupada pela própria torre. A estrutura é alta o suficiente para ser visível de trinta quilômetros de distância em dia claro, feita de uma pedra de cor cinza-rosada que não existe em nenhum outro lugar do arquipélago. Não há escadas externas visíveis, portas ao nível do chão ou janelas nos primeiros dez andares — a entrada, se existe, não é óbvia. A partir do décimo-segundo andar aproximadamente, janelas com postigos de madeira escura se abrem em espiral ao redor da torre, e às vezes se vê movimento atrás delas. O vento ao redor da torre é sempre mais forte do que o vento geral da região, mesmo em dias calmos — como se a torre criasse seu próprio clima local. Ao topo, que termina em uma plataforma aberta, há sempre pelo menos uma figura parada de frente para o mar. A guardiã. Ela usa vestes que o vento não arranha — ou talvez o vento simplesmente não toque nela. De longe é impossível determinar idade ou raça. De perto, dizem os poucos que chegaram até o topo, os olhos dela são da cor exata do oceano num dia nublado: nem azul nem cinza, mas os dois ao mesmo tempo, e fundos demais para conforto.
Nenhuma civilização de Abssalia reivindica ter construído a Torre dos Ventos. Ela simplesmente está lá, nos registros mais antigos de que se tem notícia, sem origem documentada. Os textos de Nethermare mais antigos já a mencionam como "a Torre que existia quando chegamos às ilhas" — o que a colocaria como anterior à própria fundação de Abssalia como civilização organizada. A guardiã atual — se é a mesma de sempre ou uma sucessão de guardiãs diferentes que assumem o papel e o nome — atende pelo nome de Marenta. Ela não desce da torre. Nunca. Embaixadores de Nethermare que precisaram consultá-la sempre foram recebidos no topo, onde ela permanece virada para o mar a maior parte do tempo, respondendo perguntas sem olhar para o interlocutor. O que ela sabe é vasto: capitães de navio relatam que Marenta descreveu com precisão tempestades que aconteceriam três dias depois, a posição exata de frotas inimigas e o estado de correntes oceânicas em pontos a centenas de quilômetros de distância. Ela nunca cobra nada por essa informação. O que ela faz em troca, sem que ninguém peça, é avisar quando algo errado se aproxima pelo oceano. Nos últimos dois anos, os seus avisos tornaram-se mais frequentes e mais urgentes. Ela ainda não explicou o quê.
Resquícios de civilizações antigas com segredos ocultos.