Alexsandre II
Rei de Radiantia no auge do poder: cofres cheios, exércitos impecáveis e cidades que brilham como o sol. O reino nunca esteve tão forte, e há quem ache que ele nunca esteve tão distraído.

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Falar do rei é falar com cuidado, então puxem o banco e abaixem a voz. Alexsandre II herdou um reino rico e o deixou riquíssimo: os cofres transbordam, os exércitos desfilam sem uma fivela fora do lugar e as cidades brilham tanto que o sol, dizem, já faz cara de ciúme. Só que o ouro tem um defeito, meus caros: ele aprende a falar baixinho no ouvido de quem o possui. Os sábios do reino notaram. O orgulho do rei cresce junto com os cofres, e aliados antigos, como Spharadis, já cochicham sobre a arrogância radiante. Enquanto isso, os oráculos trazem visões que ninguém ousa ler em voz alta: uma prova se aproxima. Resta saber se um rei que acredita não dever nada ao destino saberá pagar quando ele cobrar.
Humano de meia-idade, de postura tão impecável que parece medida a régua. Ostenta uma coroa de ouro tirado das Minas de Eldoril e uma armadura cerimonial que, ao contrário do que o brilho sugere, também serve para lutar. O olhar é o que mais se grava na memória: o de um homem que acredita, com toda a calma do mundo, que merece cada pedaço do que tem.