
Aranha
insectoide
16 PV
Lv.4
A Árvore da Morte fica no extremo leste de Nocturnia, em uma planície aberta onde nenhuma outra vegetação cresce — não porque o solo seja particularmente estéril, mas porque nada quer crescer perto. A árvore tem proporções que corresponderiam à Árvore Primordial de Verdântia se essa fosse seu espelho sombrio: tronco de trinta metros de circunferência, galhos que se estendem por duzentos metros de raio, altura que, ao contrário da Árvore Primordial que não para de crescer, parece determinada — a mesma desde os registros mais antigos. A casca é de um preto que não é cor mas ausência — a árvore não reflete luz nenhuma. Os galhos não têm folhas, nunca tiveram segundo os registros, e terminam em pontas que são afiadas de forma que parece deliberada. O solo ao redor da árvore, em um raio de cinquenta metros, tem uma qualidade de silêncio diferente do silêncio normal: sons produzidos dentro dessa área parecem mais curtos do que são, como se o ar tivesse uma fração da capacidade normal de propagar som. As raízes da árvore são visíveis na superfície por vários metros a partir do tronco antes de mergulharem no solo, e têm um diâmetro que aumenta em vez de diminuir conforme se afastam do tronco — ao contrário do que raízes normais fazem.

A Árvore da Morte fica no extremo leste de Nocturnia, em uma planície aberta onde nenhuma outra vegetação cresce — não porque o solo seja particularmente estéril, mas porque nada quer crescer perto. A árvore tem proporções que corresponderiam à Árvore Primordial de Verdântia se essa fosse seu espelho sombrio: tronco de trinta metros de circunferência, galhos que se estendem por duzentos metros de raio, altura que, ao contrário da Árvore Primordial que não para de crescer, parece determinada — a mesma desde os registros mais antigos. A casca é de um preto que não é cor mas ausência — a árvore não reflete luz nenhuma. Os galhos não têm folhas, nunca tiveram segundo os registros, e terminam em pontas que são afiadas de forma que parece deliberada. O solo ao redor da árvore, em um raio de cinquenta metros, tem uma qualidade de silêncio diferente do silêncio normal: sons produzidos dentro dessa área parecem mais curtos do que são, como se o ar tivesse uma fração da capacidade normal de propagar som. As raízes da árvore são visíveis na superfície por vários metros a partir do tronco antes de mergulharem no solo, e têm um diâmetro que aumenta em vez de diminuir conforme se afastam do tronco — ao contrário do que raízes normais fazem.
A Árvore da Morte é o que os estudiosos chamam de "o argumento mais perturbador contra o otimismo cosmológico" — a evidência de que se o Vazio tivesse vencido a Era do Crepúsculo, a Árvore Primordial de Verdântia poderia ter se tornado isto. O paralelo é difícil de ignorar: as proporções são semelhantes, a posição cosmológica é simétrica oposta, e as propriedades de uma são o inverso exato das da outra — onde a Primordial cura, a da Morte drena; onde a Primordial cresceu, a da Morte fixou; onde a Primordial conecta ao mundo vivo, a da Morte se conecta ao que está sob o mundo. Thomelion, o Deus da Vida, nunca olha na direção de Nocturnia segundo os registros de seus sacerdotes. O comportamento é notado como muito específico — não é que ele evite pensar em Nocturnia em geral, mas que há uma direção geográfica específica que ele consistentemente evita. Os sacerdotes de Verdântia conectam esse comportamento à existência da Árvore da Morte, mas nunca obtiveram confirmação do deus. Algo dorme sob a Árvore da Morte — os textos de Nocturnia não especificam o quê, mas registram que os Demônios Primordiais que habitam as imediações da árvore mantêm distância das raízes mais fundas, e que mesmo Lithuria, quando visita o local, fica em pé acima do solo, nunca sentada ou deitada com contato com a terra.
Resquícios de civilizações antigas com segredos ocultos.