
Rato
besta
9 PV
Lv.1
O Oásis de Li'Thaen não tem localização fixa. Cartógrafos que tentaram mapeá-lo ao longo de séculos chegaram a lugares diferentes em expedições sucessivas, e a única consistência nos relatos é a descrição de chegada: sempre no momento em que o viajante está genuinamente à beira do fim — de água, de força, de esperança — e sempre de forma que parece surgir onde não havia nada um instante antes. As palmeiras que os visitantes descrevem têm folhas que são translúcidas à luz e que produzem uma sombra com a qualidade de penumbra de fim de tarde, independentemente da posição do sol. A água da fonte central é descrita como fria quando o dia está quente e morna quando a noite está fria — a temperatura oposta à necessária, o que os Xamãs interpretam como o oásis fornecendo o que falta em vez do que o ambiente já oferece. O "reflexo da própria vida" que visitantes descrevem ver na água — a revisão dos próprios erros, a oportunidade de escolha — é consistente demais nas descrições para ser interpretado como projeção mental individual. É algo que o oásis proporciona ativamente, não algo que acontece passivamente.

O Oásis de Li'Thaen não tem localização fixa. Cartógrafos que tentaram mapeá-lo ao longo de séculos chegaram a lugares diferentes em expedições sucessivas, e a única consistência nos relatos é a descrição de chegada: sempre no momento em que o viajante está genuinamente à beira do fim — de água, de força, de esperança — e sempre de forma que parece surgir onde não havia nada um instante antes. As palmeiras que os visitantes descrevem têm folhas que são translúcidas à luz e que produzem uma sombra com a qualidade de penumbra de fim de tarde, independentemente da posição do sol. A água da fonte central é descrita como fria quando o dia está quente e morna quando a noite está fria — a temperatura oposta à necessária, o que os Xamãs interpretam como o oásis fornecendo o que falta em vez do que o ambiente já oferece. O "reflexo da própria vida" que visitantes descrevem ver na água — a revisão dos próprios erros, a oportunidade de escolha — é consistente demais nas descrições para ser interpretado como projeção mental individual. É algo que o oásis proporciona ativamente, não algo que acontece passivamente.
A origem do Oásis de Li'Thaen é atribuída a Sobek Chronos de forma indireta: o deus do tempo percebeu que o ciclo de Spharadis produzia regularmente pessoas que chegavam ao fim de sua capacidade sem ter chegado ao fim de seu propósito — pessoas que poderiam continuar contribuindo para os ciclos de Juplutera se tivessem a oportunidade de recalibrar. Li'Thaen foi a resposta: um ponto de intervenção que não viola a autonomia individual porque não salva automaticamente, mas oferece escolha. O nome Li'Thaen vem de uma viajante das areias do período pré-Zhak'Rath que foi, segundo os textos dos escaravelhos de Khetep-Akhen, a primeira pessoa a ser salva pelo oásis antes de qualquer nome ou ritual existir para ele. Li'Thaen chegou ao oásis depois de seis dias sem água, tendo perdido sua caravana a uma tempestade, encontrou a fonte e a escolha, e decidiu continuar. Voltou a Khetep-Akhen com o relato de onde havia estado, e os sacerdotes de Sobek a levaram a sério porque os detalhes do lugar que ela descreveu correspondiam a algo que eles tinham nos registros ocultos mas que ela não poderia ter acessado. O oásis existe desde então como lugar documentado, mesmo que não mapeável. Quando alguém pergunta como encontrar Li'Thaen, os Xamãs de Spharadis dizem que quem precisar encontrá-lo, vai encontrar — e quem não precisar, não consegue.
Ponto de água e vida em meio ao deserto.
Vendedores
Ssivra Fonte-Fria