
Rato
besta
9 PV
Lv.1
As Montanhas de Ferroselva abraçam o norte de Verdântia em um arco de aproximadamente trezentos quilômetros, com picos que variam entre oitocentos e dois mil metros de altitude. O nome vem da característica mais impressionante das montanhas: a vegetação que cresce nas encostas não é limitada pela altitude da forma que seria esperada. Árvores de espécies que normalmente crescem em vales de baixa altitude sobem pelas encostas de Ferroselva até altitudes em que deveriam ser impossíveis, suas raízes aparentemente sustentadas pelos veios de minerais vivos que percorrem as rochas. Os minerais vivos — cristais vivos, como os Feraxianos os chamam — são formações que crescem como organismos: uma descoberta desconcertante para os primeiros estudiosos que os encontraram, uma realidade cotidiana para os habitantes locais. Os cristais crescem a velocidades que qualquer geólogo diria serem impossíveis — centímetros por década em vez de centímetros por milênio — e vibram em frequências que correspondem ao ritmo da Árvore Primordial com uma precisão de sintonização que levou gerações de cientistas da natureza a debater se é correlação ou causalidade.

As Montanhas de Ferroselva abraçam o norte de Verdântia em um arco de aproximadamente trezentos quilômetros, com picos que variam entre oitocentos e dois mil metros de altitude. O nome vem da característica mais impressionante das montanhas: a vegetação que cresce nas encostas não é limitada pela altitude da forma que seria esperada. Árvores de espécies que normalmente crescem em vales de baixa altitude sobem pelas encostas de Ferroselva até altitudes em que deveriam ser impossíveis, suas raízes aparentemente sustentadas pelos veios de minerais vivos que percorrem as rochas. Os minerais vivos — cristais vivos, como os Feraxianos os chamam — são formações que crescem como organismos: uma descoberta desconcertante para os primeiros estudiosos que os encontraram, uma realidade cotidiana para os habitantes locais. Os cristais crescem a velocidades que qualquer geólogo diria serem impossíveis — centímetros por década em vez de centímetros por milênio — e vibram em frequências que correspondem ao ritmo da Árvore Primordial com uma precisão de sintonização que levou gerações de cientistas da natureza a debater se é correlação ou causalidade.
A história de Ferroselva é inseparável da história da Aliança do Gelo e da Folha, o pacto entre Verdântia e Glacialand que nasceu exatamente aqui. O encontro entre Isgryd e Thomelion nas cristas nevadas das montanhas durante o Grande Era do Gelo é o evento fundador da aliança mais antiga de Juplutera. Os relatos descrevem os dois deuses encontrando-se em um pico fronteiriço em que a neve de Glacialand e a floresta de Verdântia literalmente se tocavam — o pico mais ao norte de Ferroselva, ainda hoje chamado de Crista do Pacto pelos Feraxianos. O que os dois deuses disseram não foi registrado por nenhuma testemunha mortal; o resultado foi que a era glacial recuou de forma mais gentil do que teria ocorrido naturalmente, e a floresta de Verdântia sobreviveu intacta ao norte. A Cicatriz de Verdan — o memorial da Guerra das Folhas Ardentes mais ao sul — tem um papel secundário na história de Ferroselva: Arcanópolis tentou extrair energia das montanhas antes de tentar as florestas, e Ferroselva resistiu de uma forma que as florestas depois não conseguiram. A resistência das montanhas foi passiva — os veios de minerais simplesmente pararam de transmitir energia para os dispositivos de extração de Arcanópolis, como se a própria rocha tivesse entendido a intenção e recusado cooperar.
Região montanhosa com minérios raros e criaturas poderosas.