Valdris Ethmore
O mais antigo membro ainda funcional do Concílio do Véu Astral, que governa Arcanópolis a partir da Cidadela de Lumivéria. Já não é completamente vivo: é uma consciência dentro de um manto, e ainda assim ensina, decide e discute.

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Baixem a voz, que ele escuta, meus amigos. Valdris Ethmore já foi elfo de carne e osso, com opinião firme sobre chá de pétalas flutuantes, até decidir que o corpo atrapalhava a vista. Largou-o de propósito, para enxergar mais longe na magia, e há séculos vive como um padrão de energia dentro de um manto. Continua ensinando nas torres de Lumivéria e decidindo no Concílio, com a excentricidade que o cargo pede. Mas há uma coisa que ele não largou junto com a carne: o medo. Valdris sabe o que o Vazio faz com quem sabe demais, e Arcanópolis sabe muito. Pergunto-me o que alguém que renunciou ao próprio corpo ainda teria a perder. Depois lembro que ele ainda tem tudo o que estudou, e que é isso que o Vazio quer.
Um manto que flutua sem ninguém dentro, a meia altura do chão, com as dobras mexendo sem vento. Às vezes dois olhos se acendem no capuz vazio, às vezes seis, e ninguém sabe dizer de que depende. A voz chega de todos os cantos ao mesmo tempo, como várias vozes dele concordando entre si com um pequeno atraso.