
Rato
besta
9 PV
Lv.1
Alvanthiel não corre — flutua. O rio existe como uma fita de água que serpenteia entre ilhas de nuvem a altitudes variadas, às vezes descendo quase ao nível das ruas de Solaryon, outras vezes subindo até ficarem visível apenas como um brilho prateado lá no alto. A água de Alvanthiel tem uma consistência levemente diferente da água comum: é ligeiramente mais densa, reage à luz criando arco-íris mesmo quando não há sol diretamente incidindo, e mantém sua temperatura constante independentemente do ambiente ao redor. Ao toque, é surpreendentemente quente — não quente como febre, mas quente como mão humana. Beber dela sem permissão de um sacerdote de Theriel tende a resultar em visões involuntárias — não alucinações, mas memórias extremamente vívidas de momentos da própria vida do bebedor, geralmente aqueles que a pessoa mais preferia esquecer. A experiência não é descrita como prazerosa, mas quase todos que passam por ela relatam que foi necessária. As margens do rio são lugares de meditação frequentados por Fadas da Luz que cuidam das águas, removendo impurezas com gestos das mãos que deixam rastros de luz dourada.

Alvanthiel não corre — flutua. O rio existe como uma fita de água que serpenteia entre ilhas de nuvem a altitudes variadas, às vezes descendo quase ao nível das ruas de Solaryon, outras vezes subindo até ficarem visível apenas como um brilho prateado lá no alto. A água de Alvanthiel tem uma consistência levemente diferente da água comum: é ligeiramente mais densa, reage à luz criando arco-íris mesmo quando não há sol diretamente incidindo, e mantém sua temperatura constante independentemente do ambiente ao redor. Ao toque, é surpreendentemente quente — não quente como febre, mas quente como mão humana. Beber dela sem permissão de um sacerdote de Theriel tende a resultar em visões involuntárias — não alucinações, mas memórias extremamente vívidas de momentos da própria vida do bebedor, geralmente aqueles que a pessoa mais preferia esquecer. A experiência não é descrita como prazerosa, mas quase todos que passam por ela relatam que foi necessária. As margens do rio são lugares de meditação frequentados por Fadas da Luz que cuidam das águas, removendo impurezas com gestos das mãos que deixam rastros de luz dourada.
Alvanthiel foi criado por Theriel como um complemento ao processo de ascensão dos Humanos Ascendidos. O deus percebeu que mortais que subiam aos céus frequentemente traziam consigo o peso acumulado de suas vidas — culpa, mágoa, vergonha — e que esse peso impedia que eles se tornassem plenamente o que precisavam ser em Aetherius. O rio foi sua solução: um lugar onde o confronto com a própria história podia acontecer de forma suave e controlada. A Água Benta de Aetherius, usada nos rituais mais sagrados do continente, é coletada de um ponto específico de Alvanthiel onde a água forma um pequeno vórtice natural — esse ponto é marcado por uma pedra de Cristal-de-Esperança submersa que emite uma luz dourada visível mesmo à superfície. A coleta é feita apenas por sacerdotes de nível sênior, uma vez por lua, em completo silêncio. O erro de Borin Valeclaro, o cronista errante, ao tentar beber da água sem permissão resultou no castigo descrito em seus relatos — três dias sem conseguir falar mais do que murmúrios de desculpa em idioma anão. Os sacerdotes garantem que não foi um feitiço deliberado; foi simplesmente a água reagindo a uma intenção não purificada.
Corpo de água com criaturas aquáticas e recursos únicos.