
Rato
besta
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Lv.1
O Deserto da Coroa Enferrujada é uma planície de aproximadamente trezentos quilômetros quadrados no leste de Corrósia onde o solo é vermelho-ferrugem intenso e a vegetação é praticamente inexistente. Não é um deserto quente — as temperaturas são moderadas — mas é um deserto de esterilidade: nada cresce além de algumas espécies de líquens resistentes que formam crostas cinza-esverdeadas sobre as pedras. A superfície é coberta de uma camada de areia vermelha fina que o vento move em redemoinhos constantes de baixa altitude, criando a impressão de que o deserto está sempre respirando. Em certas áreas, o solo está coberto de estacas de madeira negra em diferentes alturas, como se alguém tivesse plantado uma floresta de tocos — são os troncos carbonizados do que um dia foi uma floresta real. Eles não apodrecem na velocidade normal: parecem petrificados em seu estado de destruição, como se o tempo tivesse parado no momento do incêndio. À noite, o solo do deserto produz um lamento baixo que geólogos atribuem à contração térmica da areia mas que os habitantes das bordas descrevem com muito mais especificidade: é possível distinguir, se você ouvir com atenção o suficiente, qualidades diferentes no som em pontos diferentes do deserto.

O Deserto da Coroa Enferrujada é uma planície de aproximadamente trezentos quilômetros quadrados no leste de Corrósia onde o solo é vermelho-ferrugem intenso e a vegetação é praticamente inexistente. Não é um deserto quente — as temperaturas são moderadas — mas é um deserto de esterilidade: nada cresce além de algumas espécies de líquens resistentes que formam crostas cinza-esverdeadas sobre as pedras. A superfície é coberta de uma camada de areia vermelha fina que o vento move em redemoinhos constantes de baixa altitude, criando a impressão de que o deserto está sempre respirando. Em certas áreas, o solo está coberto de estacas de madeira negra em diferentes alturas, como se alguém tivesse plantado uma floresta de tocos — são os troncos carbonizados do que um dia foi uma floresta real. Eles não apodrecem na velocidade normal: parecem petrificados em seu estado de destruição, como se o tempo tivesse parado no momento do incêndio. À noite, o solo do deserto produz um lamento baixo que geólogos atribuem à contração térmica da areia mas que os habitantes das bordas descrevem com muito mais especificidade: é possível distinguir, se você ouvir com atenção o suficiente, qualidades diferentes no som em pontos diferentes do deserto.
A região era uma floresta há menos de dez mil anos — jovem em termos geológicos, o que é parte do que a torna perturbadora. Registros élficos de Verdântia, que mantinham mapeamento da vegetação continental, mostram que a região tinha cobertura arbórea densa compatível com o clima local até cerca de oito mil anos atrás. A destruição foi rápida demais para ser fenômeno natural. A teoria confirmada pelos sacerdotes de Balamark — que o confirmam como forma de orgulho institucional — é que o deus da injustiça e miséria destruiu a floresta como demonstração de poder quando as primeiras comunidades da região recusaram-se a pagar tributo a seus primeiros sacerdotes. Thomelion de Verdântia tentou reverter o dano mil anos depois, quando os elfos de Verdântia relataram o desaparecimento da floresta. A tentativa criou um conflito aberto com Balamark: o deus de Corrósia corrompeu ativamente mais dez quilômetros de terra viva ao redor da área que Thomelion estava tentando recuperar, efetivamente ampliando o deserto como resposta. Thomelion recuou. O Deserto da Coroa Enferrujada é o único lugar em Juplutera que Thomelion, o Deus da Vida, declarou publicamente que não tentará curar novamente — não porque não possa, mas porque cada tentativa piora a situação.
Vasta extensão árida com criaturas adaptadas ao calor.