
Rato
besta
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O Porto Degradado fica no extremo sul de Corrósia, onde os últimos penhascos do território encontram uma praia larga de areia cinza-escura. A praia em si poderia ser chamada de bonita em outras circunstâncias: o arco da costa é generoso, as ondas chegam com força mas não com violência, e ao pôr do sol a luz laranja bate nos penhascos escuros de uma forma que um artista de Harmonia poderia querer pintar. O que estraga a paisagem é o resto: destroços de navios em diferentes estágios de decomposição pontuam a praia e as águas rasas perto da costa, alguns ainda com cordames visíveis, outros reduzidos a esqueletos de madeira. Redes de pesca antigas estão presas nas rochas costeiras, agora inutilizadas. As estruturas que um dia foram instalações portuárias — galpões, docas, depósitos — estão em estados variáveis de abandono e ocupação improvisada. Algumas famílias vivem nos galpões porque não têm onde ir. Outras usam os destroços como material de construção. Há fogueiras acesas a noite toda na praia, mantidas por grupos que a conversa puxa para perto do mar quando o sono parece possível.

O Porto Degradado fica no extremo sul de Corrósia, onde os últimos penhascos do território encontram uma praia larga de areia cinza-escura. A praia em si poderia ser chamada de bonita em outras circunstâncias: o arco da costa é generoso, as ondas chegam com força mas não com violência, e ao pôr do sol a luz laranja bate nos penhascos escuros de uma forma que um artista de Harmonia poderia querer pintar. O que estraga a paisagem é o resto: destroços de navios em diferentes estágios de decomposição pontuam a praia e as águas rasas perto da costa, alguns ainda com cordames visíveis, outros reduzidos a esqueletos de madeira. Redes de pesca antigas estão presas nas rochas costeiras, agora inutilizadas. As estruturas que um dia foram instalações portuárias — galpões, docas, depósitos — estão em estados variáveis de abandono e ocupação improvisada. Algumas famílias vivem nos galpões porque não têm onde ir. Outras usam os destroços como material de construção. Há fogueiras acesas a noite toda na praia, mantidas por grupos que a conversa puxa para perto do mar quando o sono parece possível.
O Porto Degradado já foi funcional. Há duzentos anos era o segundo porto mais movimentado de Corrósia, processando a exportação de minérios das Gargantas de Draalmar para compradores de outras regiões. O declínio começou quando Garulador decidiu centralizar todo o comércio externo pelo Porto do Norte, mais próximo de Domínium e mais fácil de controlar e taxar. O Porto Sul simplesmente parou de receber investimento, e sem manutenção, as instalações degradaram em décadas. O nome "Porto Degradado" foi dado por Garulador como sinalização explícita do que ele pensa do local. Os escravos e trabalhadores forçados de Corrósia, que continuam usando a praia como ponto de tentativa de fuga, chamam o local de Praia da Esperança — o que irrita Garulador mais do que qualquer rebelião armada, segundo seus assessores. Nos últimos cinquenta anos, estima-se que entre trezentas e quinhentas pessoas tentaram fugir de Corrósia por essa praia. Algumas conseguiram — principalmente nas noites sem lua, aproveitando a falta de patrulha consistente que o descaso do governo com o local paradoxalmente criou. Garulador sabe da fuga e poderia evitá-la com patrulhamento. Que ele não o faça é motivo de debate: alguns acreditam que ele deliberadamente deixa uma válvula de escape para que os mais desesperados fujam em vez de organizarem resistência.
Porto marítimo ou fluvial com atividade comercial intensa.
Vendedores
Draka Ferro-Partido