
Rato
besta
9 PV
Lv.1
O Rio Zhor'Kar nasce nas encostas de Kar'Thar e desce pela selva de Draxônia com uma velocidade e volume que aumentam progressivamente até atingir o ponto onde o terreno simplesmente acaba: um penhasco de setenta metros de altura onde o rio, que neste ponto tem quase duzentos metros de largura, lança-se para baixo em uma queda única e colossal. O som das Cataratas de Zhor'Kar é audível a vinte quilômetros de distância em dias claros. A névoa produzida pela queda sobe cinquenta metros acima do nível do penhasco e cria um microclima próprio: uma zona de umidade permanente e vegetação mais densa ao redor das cataratas. O cânion formado pela queda ao longo de milênios divide Draxônia em dois — leste e oeste — com paredes de quarenta metros de cada lado e o rio correndo com força reduzida mas ainda impressionante no fundo. As pedras do leito do cânion têm cores que não existem nas paredes: azul-escuro, verde-petróleo, violeta — minerais carregados das nascentes de Kar'Thar que se depositaram aqui ao longo de eras. Os guerreiros que se banham nas cataratas antes de batalhas entram pela margem norte, deixam a corrente bater neles por um tempo que cada guerreiro determina para si, e saem pela margem sul. Saem ensurdecidos temporariamente pelo volume da queda — o que consideram conveniente, pois os primeiros momentos de uma batalha depois da cerimônia são vividos em silêncio parcial.

O Rio Zhor'Kar nasce nas encostas de Kar'Thar e desce pela selva de Draxônia com uma velocidade e volume que aumentam progressivamente até atingir o ponto onde o terreno simplesmente acaba: um penhasco de setenta metros de altura onde o rio, que neste ponto tem quase duzentos metros de largura, lança-se para baixo em uma queda única e colossal. O som das Cataratas de Zhor'Kar é audível a vinte quilômetros de distância em dias claros. A névoa produzida pela queda sobe cinquenta metros acima do nível do penhasco e cria um microclima próprio: uma zona de umidade permanente e vegetação mais densa ao redor das cataratas. O cânion formado pela queda ao longo de milênios divide Draxônia em dois — leste e oeste — com paredes de quarenta metros de cada lado e o rio correndo com força reduzida mas ainda impressionante no fundo. As pedras do leito do cânion têm cores que não existem nas paredes: azul-escuro, verde-petróleo, violeta — minerais carregados das nascentes de Kar'Thar que se depositaram aqui ao longo de eras. Os guerreiros que se banham nas cataratas antes de batalhas entram pela margem norte, deixam a corrente bater neles por um tempo que cada guerreiro determina para si, e saem pela margem sul. Saem ensurdecidos temporariamente pelo volume da queda — o que consideram conveniente, pois os primeiros momentos de uma batalha depois da cerimônia são vividos em silêncio parcial.
Gor'tavok criou as cataratas deliberadamente como divisor territorial durante a Era das Raças, quando as primeiras tribos de orcs chegaram a Draxônia e imediatamente começaram a guerrear entre si pelo melhor território. O deus percebeu que uma fronteira geográfica natural — intransponível o suficiente para ser respeitada, mas não intransponível o suficiente para criar isolamento absoluto — seria mais útil do que qualquer decreto divino. As tribos que conseguiam atravessar o cânion eram as que ficavam do lado que chegavam; as que não conseguiam, ficavam do lado de origem. Ao longo de milênios, o ritual de atravessar o cânion evoluiu de necessidade prática para cerimônia sagrada. A travessia atual — uma ponte de aço draxoniano construída há cerca de trezentos anos — é usada para comércio e comunicação, mas o ritual de banho nas cataratas antes de batalha é anterior à ponte e continua sendo feito exatamente como era quando a única forma de atravessar era nadar a correnteza. Os guerreiros que nadam a correnteza sem a ponte existem ainda hoje — é considerado mais honroso do que usar a ponte, e os que o fazem recebem distinção adicional no status tribal.
Corpo de água com criaturas aquáticas e recursos únicos.