
Rato
besta
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Lv.1
As Montanhas de Kar'Thar são a coluna vertebral ocidental de Draxônia, uma cordilheira de picos que varia entre mil e dois mil e quinhentos metros de altitude, com perfis angulares e cortantes que não suavizaram com a erosão do tempo da mesma forma que outras montanhas — como se a própria rocha resistisse ao desgaste por princípio. A composição geológica única de Kar'Thar explica sua aparência: o aço draxoniano não é apenas encontrado nas montanhas, é parte estrutural delas. Veios de metal negro percorrem a rocha como nervos, emergindo à superfície em afloramentos que brilham levemente mesmo sem fonte de luz direta. Tocar um afloramento de aço draxoniano bruto produz uma sensação de formigamento que passa pelo braço até o ombro — não dolorosa, mas inequívoca, como um aviso. A névoa que paira permanentemente sobre os picos de Kar'Thar tem uma densidade que vai além da umidade: em dias de alta pressão, a névoa fica baixa o suficiente para envolver os combatentes de tribos que lutam pelo controle das minas, criando batalhas parcialmente cegas onde o som dos combates chega antes das figuras. Os ossos dos que morreram nessas batalhas ao longo de gerações nunca foram totalmente removidos das encostas — há partes da montanha onde o solo tem mais material ósseo do que mineral.

As Montanhas de Kar'Thar são a coluna vertebral ocidental de Draxônia, uma cordilheira de picos que varia entre mil e dois mil e quinhentos metros de altitude, com perfis angulares e cortantes que não suavizaram com a erosão do tempo da mesma forma que outras montanhas — como se a própria rocha resistisse ao desgaste por princípio. A composição geológica única de Kar'Thar explica sua aparência: o aço draxoniano não é apenas encontrado nas montanhas, é parte estrutural delas. Veios de metal negro percorrem a rocha como nervos, emergindo à superfície em afloramentos que brilham levemente mesmo sem fonte de luz direta. Tocar um afloramento de aço draxoniano bruto produz uma sensação de formigamento que passa pelo braço até o ombro — não dolorosa, mas inequívoca, como um aviso. A névoa que paira permanentemente sobre os picos de Kar'Thar tem uma densidade que vai além da umidade: em dias de alta pressão, a névoa fica baixa o suficiente para envolver os combatentes de tribos que lutam pelo controle das minas, criando batalhas parcialmente cegas onde o som dos combates chega antes das figuras. Os ossos dos que morreram nessas batalhas ao longo de gerações nunca foram totalmente removidos das encostas — há partes da montanha onde o solo tem mais material ósseo do que mineral.
Gor'tavok pessoalmente visitou as montanhas que viriam a ser Kar'Thar durante a Era das Raças, quando estava escolhendo os recursos que definiria o caráter de Draxônia. O deus da guerra reconheceu no aço draxoniano algo que ele queria para seu povo: um material que era ao mesmo tempo brutal e belo, resistente e trabalhável, e que exigia esforço proporcional ao que retornava. Gor'tavok abençoou as montanhas — um ato divino raro para uma divindade que prefere manifestar-se através do conflito — e declarou que o aço delas seria sempre valioso o suficiente para valer a luta. Isso foi, deliberadamente, uma sentença de guerra perpétua: enquanto o aço de Kar'Thar for valioso, haverá tribos guerreando por ele. O primeiro registro de disputa organizada pelas minas data de aproximadamente duzentos mil anos atrás, quando os primeiros Orcs chegaram às montanhas. Desde então, o controle das minas mudou de mãos centenas de vezes. O atual acordo, mantido por Ka'Tharg através de força bruta e contratos sangrentos, divide as minas entre cinco clãs que pagam percentual para Gorthamir em troca de proteção mútua. O acordo dura em média entre trinta e cinquenta anos antes de ser renegociado — geralmente através de uma guerra pequena que redefine as percentagens.
Região montanhosa com minérios raros e criaturas poderosas.