
Rato
besta
9 PV
Lv.1
O Deserto de Umbrassia não tem areia comum — tem cristais negros triturados tão finos que se comportam como areia, mas que absorvem luz em vez de refleti-la, criando uma superfície que parece um buraco no chão independentemente do ângulo de visão. Caminhar sobre Umbrassia é atravessar uma paisagem que parece bidimensional — sem reflexo, sem brilho, sem a textura visual que o olho usa para calcular profundidade e distância. Os pés afundam levemente na superfície, que tem a temperatura constante de frio-moderado independentemente da exposição solar. No centro do deserto, a Torre de Lamentar sobe sem escadas externas visíveis, sem janelas na base, sem porta óbvia — um cilindro de pedra negra lisa de sessenta metros de altura que vai afunilando levemente até a ponta, onde uma plataforma aberta mas sem grades mostra uma figura que está sempre lá, sempre de costas para quem chega do lado do deserto. A figura, se é a mesma ao longo dos séculos, nunca desceu. A pedra da torre não é fria como as outras pedras de Nocturnia: está em temperatura corporal ao toque, o que visitantes invariavelmente descrevem como a sensação mais perturbadora do local.

O Deserto de Umbrassia não tem areia comum — tem cristais negros triturados tão finos que se comportam como areia, mas que absorvem luz em vez de refleti-la, criando uma superfície que parece um buraco no chão independentemente do ângulo de visão. Caminhar sobre Umbrassia é atravessar uma paisagem que parece bidimensional — sem reflexo, sem brilho, sem a textura visual que o olho usa para calcular profundidade e distância. Os pés afundam levemente na superfície, que tem a temperatura constante de frio-moderado independentemente da exposição solar. No centro do deserto, a Torre de Lamentar sobe sem escadas externas visíveis, sem janelas na base, sem porta óbvia — um cilindro de pedra negra lisa de sessenta metros de altura que vai afunilando levemente até a ponta, onde uma plataforma aberta mas sem grades mostra uma figura que está sempre lá, sempre de costas para quem chega do lado do deserto. A figura, se é a mesma ao longo dos séculos, nunca desceu. A pedra da torre não é fria como as outras pedras de Nocturnia: está em temperatura corporal ao toque, o que visitantes invariavelmente descrevem como a sensação mais perturbadora do local.
A origem de Umbrassia como deserto de cristal negro é anterior ao registro histórico de Nocturnia. Os textos mais antigos dos Demônios Primordiais que habitam Nocturnia mencionam o deserto como já existente quando eles chegaram — o que o coloca antes da própria presença de Lithuria na região, já que os Demônios chegaram antes da deusa. Isso é consistente com a hipótese de que a Torre de Lamentar também seja anterior a Lithuria: nenhum sacerdote de Nocturnia reivindica a construção da torre, o que é notável em uma cultura que normalmente atribui cada pedra significativa à vontade divina. A Torre de Lamentar é simplesmente descrita nos textos como "a torre que já estava lá". A figura que sempre está na plataforma da torre responde ao nome Umbra — não porque tenha dado esse nome a si mesma, mas porque os primeiros devotos de Lithuria que chegaram ao local precisavam de algo para chamá-la. Umbra não respondeu a esse nome nem a qualquer outro. O que ela faz é existir, imóvel, de costas, e ocasionalmente emitir sons que os cultistas que ficam no perímetro do deserto descrevem como "o som de algo que está tentando ser ouvido através de uma parede muito grossa". A teoria de que a torre seja o elo direto com o Vazio — que Umbra seja o Vazio em sua forma mais próxima de manifestação individual — é levada a sério pelo Concílio do Véu Astral em Arcanópolis, que dedica um terço de seus recursos de pesquisa a monitorar Umbrassia sem nunca chegar a conclusões que compartilhe publicamente.
Vasta extensão árida com criaturas adaptadas ao calor.