
Rato
besta
9 PV
Lv.1
O Lago Nuvharion fica no oeste de Nocturnia, emoldurado por penhascos de pedra negra que caem diretamente nas suas margens, criando um espaço fechado e opressivo onde a visão do céu é limitada por uma faixa estreita acima. As águas são roxas-pretas — uma cor que não existe em lagos naturais e que os estudiosos atribuem a uma combinação específica de minerais que a composição local produziu, embora análises mais detalhadas mostrem uma estabilidade da cor que não seria esperada por razões puramente químicas. A superfície é quieta de uma forma que incomoda: mesmo com vento suficiente para mover a roupa dos visitantes, a água do Nuvharion não produz ondas. Só produz reflexos — reflexos perfeitos, que às vezes refletem coisas que não estão no ângulo de reflexo correto, ou que mostram imagens de um instante antes ou depois do presente. O processo descrito pelos textos de Nocturnia de "não morrer de verdade" ao afogar-se no Nuvharion é o que os estudiosos externos consideram mais intrigante: as almas que mergulham e não saem não morrem no sentido convencional — continuam registrando, continuam experienciando, mas em um estado que não tem análogo no plano físico normal. Algumas retornam ao corpo semanas depois; outras nunca voltam; outras voltam transformadas de formas que variam tanto que nenhum padrão foi determinado.

O Lago Nuvharion fica no oeste de Nocturnia, emoldurado por penhascos de pedra negra que caem diretamente nas suas margens, criando um espaço fechado e opressivo onde a visão do céu é limitada por uma faixa estreita acima. As águas são roxas-pretas — uma cor que não existe em lagos naturais e que os estudiosos atribuem a uma combinação específica de minerais que a composição local produziu, embora análises mais detalhadas mostrem uma estabilidade da cor que não seria esperada por razões puramente químicas. A superfície é quieta de uma forma que incomoda: mesmo com vento suficiente para mover a roupa dos visitantes, a água do Nuvharion não produz ondas. Só produz reflexos — reflexos perfeitos, que às vezes refletem coisas que não estão no ângulo de reflexo correto, ou que mostram imagens de um instante antes ou depois do presente. O processo descrito pelos textos de Nocturnia de "não morrer de verdade" ao afogar-se no Nuvharion é o que os estudiosos externos consideram mais intrigante: as almas que mergulham e não saem não morrem no sentido convencional — continuam registrando, continuam experienciando, mas em um estado que não tem análogo no plano físico normal. Algumas retornam ao corpo semanas depois; outras nunca voltam; outras voltam transformadas de formas que variam tanto que nenhum padrão foi determinado.
A teoria dos textos mais antigos de Nocturnia — que o lago foi criado pelas lágrimas de Lithuria — é controversa porque implica que a deusa da morte e das sombras chorou. A própria Lithuria nunca confirmou nem negou, o que é consistente com sua política geral de não comentar nada relacionado ao Vulcão de Sangria ou ao Nuvharion — os dois lugares associados a momentos de possível vulnerabilidade emocional. O que é documentado é que o lago tem propriedades de fronteira entre planos: é um ponto onde a separação entre o plano dos vivos e o que existe depois dele é mais fina do que em qualquer outro lugar de Juplutera fora das catacumbas de Mortherion. Os cultistas que realizam rituais no Nuvharion à meia-noite não estão apenas fazendo cerimônia: estão tentando usar essa fronteira fina para comunicação com o que existe do outro lado. A taxa de sucesso, segundo os próprios registros dos cultistas, é de aproximadamente um em cinquenta tentativas. A taxa de "algo errado com o que voltou" é maior do que gostariam de admitir. Zor'Kael, o Rei Demônio, usa o lago como sistema de castigo e recompensa simultaneamente: enviar um subordinado para "mergulhar no Nuvharion" pode ser a maior honra ou a mais cruel punição, dependendo do que a pessoa teme mais.
Corpo de água com criaturas aquáticas e recursos únicos.